segunda-feira, 8 de outubro de 2007

CASSIS



“Give me the words... I just want to say... Nothing… Tell me everything!

(Comme dans une reve ou on se reveille sans savoir, en certain, si ce qu’il vient de t’arriver est verité ou non... Bon, et que nous ferons aujoud’hui, nous allons poursuivre dans cette chemain inconnu ou nous allons enssayer laquelle, just la-bas, ou il y a mille personnes que nous ne connaissons pas et, peut-etre, nous n’allons jamais connaitre ? Je veux savoir seulmente si tu iras m’accompagner dans cette nouvelle experience ou si je dois poursuivre seule et silencieuse jusqu’au chouche du solei... mais, apres ca, je t’attends pour continuer a cote de toi, pour c’est ca que me plait et que me fait marcher, jour apres jour, deception apres deception, et savoir, apre tout ca, que etait la-bas, ensemble, dans le coeur, au, au moins, dans l’espoir de t’avoir encore... !)



Ao sair bem cedo da Gare Routiere, com o novo cartão que nos permitia pagar apenas um euro pra chegar na praia chamada Cassis, aguardamos a primeira parada, quando então deveríamos descer do ônibus pra pegar outro, rumo a Cassis, ainda não sei se a sensação de nunca saber o que fazer ao certo e particularmente minha ou se todos que estão aqui pela primeira vez flutuam na mesma incerteza, o que sei e que cometer enganos, perder um ônibus ou me enganar completamente não e algo muito difícil de acontecer, e sendo mais precisa, e algo que “m’arrive tout lê temps”....


Ao chegar em Aubagne perdemos o ônibus, estamos acostumados com mania imprópria dos franceses de se atrasarem, logo cinco ou dez minutos não parecia ser muito pra um ônibus num sábado... mas tempo depois algo não parecia certo, perguntamos novamente na Gare, e havíamos perdido o ônibus e deveríamos esperar o próximo, e, como tbm já não deveria nos surpreender, ele chegou antes do horário e então partiu, o que e certo e que outras pessoas perderam esse e pagarão o próximo, e assim continua a historia ate o final do dia, que já contarei em breve!!!



Cassis e uma vila bem pequenina, mas nesse sábado repleta de gente, melhor nomeando em respeito aos franceses, cheinha de turistas consumindo os frutos do mar, os vinhos, os queijo, comprando lembranças, fazendo a franca continuar viva.... não podemos sequer dizer que há um centro dessa cidadezinha, e pequena demais e um passo a mais ou a menos já nos coloca fora de uma trilha ou outra.

Não havia muito o que ver na cidade a não ser apreciar as casinhas a moda antiga, as montanhas que circulam às bordas, as nuvens que sempre praticam virtuosas danças no céu, ou as gaivotas cagonas que arriscam pousos bem próximos de nos. Eu, particularmente, estava satisfeita com a bolacha cookies et com a baguete frecas nas mãos, queria seguir pra praia, queria saber do mar, queria ver a cor, e ver se tinha areia, saber da temperatura, saber se me faria sonha, saber se me farei sentir saudades ou me faria esquecer...

A surpresa desagradável foi perceber que apesar de minúscula a praia (e imenso o mar), havia um pequeno evento na praia, com som, musica de balada, futebol rubdy, ou qualquer coisa assim... e cerca de metade da praia ficou comprometida ate o final do dia... pena!!! Mas assim o mar...


Oh mer et ses eaus bleus que me touche sans peine de me faire mal... et ses vagues, et ce horizont, et c’image du solleil, qui, tranquille, plonge dans mon esprit en me disant : « vas toi, fille, profiter de ce que te es donne pour la nature, au, peut-etre, comme tu voudrais, pour dieu ».

Oh, dos deus gregos e romanos que estiveram por cá, eu tbm, se fosse bárbara, se fosse outra, se fosse antes, se não fosse como sou de onde vim e o que já fiz, invadiria essa terras e suas cores e seus ares e sobretudo seus ventos, pra me levar a ser rei tbm desse paraíso !


Havia areia na praia, e tbm pequenas pedras, ao canto direito grandes pedras amontuadas com vidas pregadas e surro das águas na hora das ondas... atrás delas, pessoas deitadas, algumas semi-nuas, algumas francesas, alguma de olhos fechados aproveitando o que tocava a alma ou a pele. Do lado direito, la no alto, um tipo de muralha ocupada por um hotel ou coisa assim do homem moderno... mas muralha deixada por outros povos... Como e que foi que a franca virou franca de hoje? Quem foi seu dono, seu rei, quem disse que havia de ter rei? Que povo que foi que pobre, cedeu? E quem foi que inventou que a terra era daquele que mais tinha dourado no corpo? Que foi que disse que aquelas pedras, provalmente amontuadas pelos escravos, era do senhor, o tal senhor da terra, o tal senhor dos outros, o ta senhor que deixou apodrecer a franca na miséria e na guerra anos outros???? Quem foi que aceitou e hoje ainda aceita, parte tão bela do mundo não ser nossa, publica, sem lei nem regras, livre, ate seu fim?

A desculpa de que a terra tem que ter dono pra preservar e garantir sua continuidade atravessa minha face e me deixa desconfiada que talvez seu fim publico fosse ainda melhor saída, que todos os mundos e todos os povos pudessem rodar por essas muralhas, e pedras, e terra, e águas, ainda que a acabassem... quem tem o direito de não deixar meus olhos virem esse paraíso de novo? Um passaporte? Uma nacionalidade? Uma nota? Uma língua? Bárbaros, bárbaros.... invadam o mundo porque há muito que se deliciar, seja das águas ou das terra, tudo aqui pertence a todos, e não e me direito descrever meu gosto, quando o gosto de saborear tudo isso e teu direito tbm!!!! E se houver um deus, seja a forma que for, que ele perdoe todos vcs que acreditam que possam nos impedir de nadar nessa águas tbm...

Etait bleu et froid, mais non plus que au premier touche, que au premier coup, que au premier regard sur tout qui etait la... et bleu, mais quand meme, on pouvait voir tout nos corps, et voir nos mouvement, et voir nos espoirs en plunger sous la superficie.... Il y avait que mes sensations non plus de froid, ni la sensation etrange d’etre au etranger, la, la-ba, a cote du mer, tout etait intier, comme il faut etre, comme il faut profiter de la vie... Pardonne moi pour, a ce moment la, j’ai nage jusqu’a autre cote... mais etait le desir de arriver plutot dans un’autre bras....


Ao voltar, as quatro da tarde, deixando o sol, o vento, o calor, as areias, seguimos pro ponto de partida, pra pegar o onibus que entao os levaria ate aix de volta, pra dormir e talvez sair a noite, o que aconteceu foi que esperamos uma hora pelo onibus, ja ao lado de outras dez pessoas que tambem queriam muito voltar... e quando um certo ônibus indicando que iria ate aix passou e não parou, e fez todos correrem atrás e falarem cinco línguas ou mais ou mesmo tempo e fez pensar: “e agora?”... você diria, fácil, espera o outro! Sim, se fosse outra cidade, outra parte, outro lugar, mas aqui, de sábado, não havia mais, e estávamos a uma hora e meia ou quase duas horas de casa...
o que fazer? Liguei pra informação, falei um francês que nunca me ouvi falar, rapidamente perguntei onde deveria esperar o o ônibus e o que deveria fazer, ia bem a comunicação quando percebi que não obtive mais resposta, havia acabo o credito do celular.... sem compreender, sem saber o que fazer, cansados e confusos, pegamos um ônibus pra marseille, de la sairia outro pra aix, e então chegaríamos em casa, já chateados com a mudança e preocupados com o dinheiro que terminara, pegamos e por gentileza de um francês, não precisamos pagar, e éramos muito e rabugentos e nervosos... ao chegar em marseill emeia hora de transito, enfurecedor e quente... descemos no ponto final que não corresponde a Gare de marseille, diante da replica do Arc du Triomphe..., distante e longa caminhada ate a Gare, por entre um corredor de rua gigante ate o porto, ate o ponto... Lojas e pessoas, línguas e sol, fome e cansaço e esperando de chegar em casa cedo...
ao entrar no ônibus, por sorte todos juntos, e sentarmos, e felizes, finalmente ao caminho de casa.... a ultima ma noticias, havia ao fundo imbecis ingleses cantando em coro alto na calor do ônibus qualquer coisa em comemoração ao jogo que acabram de ganhar, não era justo cantar alto dentro daquele ônibus, não era justo em coro, naquele calor , naquele percurso, naquele histórico... eventualmente pronunciava palavras grosseiras em francês... mas de nada adiantava!!!! Era agüentar aquele bando de monstros ingleses grocejando em inglês na franca e suportar por uns segundos o transito que preenchia feito mar a pequena estrada que ainda tínhamos que correr...

Era noite, enfim, quatro horas depois estávamos em casa, lavar-se, louvar-se que, apesar de tudo, do belíssimo dia... do mar, do sol, dos saios, do vento, da experiência, e experiências que vão se tornando malicias e sabedorias aos poucos, e quem sabe, ate o final desses seis meses não saberemos já os erros dos franceses e como escapar deles!!!

Navegar
Navegar
Mais um mar sobre um mar de gente....











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