domingo, 30 de setembro de 2007

Saint Victoire et Le vent




Acordo esse domingo desejando subir de novo a montanha Saint Victoire...
Ontem as oito da manha pegava o onibus pra Saint Victoire, nao mais de meia hora daqui, deve pertencer ainda a Aix en Provence, a minuscula vila onde moro.

Ao chegar eu marta e Jana avistamos o imenso lago de aguas azuis,

realmente azuis, como as de Bonito - MS, e com certeza geladas! Dessse lado que tem quilometros de comprimento, e que corre desde um vale ate as montanhas cinzas, daquelas paisagens fascinante que nao estamos muito acostumados a ver, foi feita uma pequena represa, o pai de Emile Zola construiu uma barragem, por cima ponte, que retem a agua e mudando seu nivel faz com que, ao escorrer por outro lado, produza energia pra mais de 115 vilas da proximidade. Mas nao e como as usinas do brasil, gigantescas e barulhentas, tem apenas um canal de saida de agua e todo o outro processo que faz com que produza mais energia acontece subterraneamente, por dentro da montanha!!!



me assusta um pouco a engenhosidade do homem, mas sem ela nao teriamos essa energia! Lamaneto, porq queria ver esse lado correndo por entre as montanhas gigantescas, colorindo a paisagem cinza e fria... fica pra imaginacao criar o que um dia ja foi bonito!!!

do outro lado da barragam, num nivel masi alto, o lago, com o desenho de montanha que lembra um gigantesco dinossauro deitado, a Saint Victoire, linda montanha que entao nso aventuramos a subir... mas nao ate o topo, sera aventura pra outro dia!



Ao comecar e necessario escolhermos o caminho, com mais de cinco tipos de trilhas e dificuldades, escolhes uma das mais faceis, que ja solicitou da gente uma hora e meia de ida e o mesmo pra volta, o suficiente tendo em vista nossas roupas simples, nada preparadas pra longas caminhadas, nossa garrafa de agua, o vento gelado, a fome, o sono... e a caminhada que por ora virava escalada leve!!

ao chegar a um terco da subida resolvemos parar, lanchar, conversar, fazer fotos e sonhar em voltar ali em breve, ha muitos caminhso e percursos, at eo onibus que sai da cidade podemos escolher, que nos deixara de um lado ou de outro, depende do que quer conhecer exatamente! Estou ansiosa pra conhece fo topo, la, onde fica a cruz, no alto, a vista da vila deve ser magnifica, pois ate onde fomos ja foi!




A Montagne saint Victoire nao pode ser visitada a toda hora ou qualquer dia, pq como e seca e tem muito vento o risco de incendios grandes e constante, caminhando por ela podemos ver marcas do fogo que machucaram o solo e as plantas, e da medo imaginar estar ali naquele instante. Nao podemos fazer o passeio a tarde, somente antes do meio dia, muitas pessoas fazem esse passeio, vimos duas senhoras subindo lentamente e curiosamente, que sempre educadas nos dizem:

"bonjours mademoiselles, bonne promenade"
"merci, bon jounee", respondemos!

a paisagem e bem diferente do que conheco do brasil, talvez as florestas do sul sejam mais parecidas ou lembrem, mas nao tenho mùuitaz memoria disso. As arvores sao bem secas e ha folhagem somente no alto, bem espacadas e terra ora vermelha ora cinza. As pedras que pisamos, e que nos convidam a pequenas escaldas sao completamente coloridas, descobrimos mais pra frente ao passar os dedos e tirar a poeira deixadas pelos pes e pelo vento, ha muitas cores numa so pedra!



de cinco e cinco minutos eramos obrigadas a parar e exclamar:

"ooohhh... super!"
"magnifique"
"j'adore ca"
"uau!"
"c'est trop beau, non?"
"ahhh... oui!"



C'est vraimente beau!!!!! Nao tem o que falar, o lago de um lago tornando tudo muito lindo de se ver e sonhar, dando vontade de morar mesmo num lugar assim, com outras questoes na cabeca, com outro peso nos coracoes, com outrras saudades e outros problemas! Mas Marta e Jana insistem em desanimar meu sonho leviano dizendo: "dans une semaine tu ne vais pas penser comme ca" - mas pq nao? pq, por morarmos na cidade achamos que somos incapazes de mudar de vida? Se o homem foi capaz de mudar do campo pra cidade... e perder o por do sol, o silencio, o ar, o cheiro das estacoes, o sossego, a tranquilidade, a paciencia, o costume de caminhar, o tempo guiado pelo sol, pela lua e pelas estrelas, pq nao pode ser capaz de voltar novamente a isso.... eu continuo acreditando que sim, e penso agora que morarie, quando mais velha, na pequena chacara de meus pais (que ainda nem existe, mas que ha de existir!!!)



Do outro lado da montanha a vista do vale de Aix, da Provence, belissima e vasta, muito verde e algumas vezes plana, inspirando a imensidao nos olhos, como o mar, o ceu, as montanhas, que faz a gente se colocar de novo como um ser amais de todo universo, e deixar de pensar nessa coisa do homem e o resto.. e voltar a imaginar o mundo assim, gigante, inspirador pros sonhos! Tenho certeza que os homens das montanhas sao mais sonhadores que a gente!



A triste imagem, mais a frente, de uma usina, provavelmente pra producao de energia tbm.. que deixa rastros de fumascao provavelmente sujas entre as nuvens pacientes do ceu de Aix. O sol nao cooperou muito conosco nqauela manha, apareceu nao mais do que cinco vezes durante segundos pra mostrar como seria agradavel se ele tivesse nos acompanhado ate o topo. Mas sem sol, com aquele vento e nuvens ameacando umma chuva sobre nossa sorupas nada preparadas pra isso nos fizeram pensar em voltar logo, e a decisao foi certeira!



Na volta eu, a mais fraca talvez, ja sentindo os joelhos reclamarem do proprio peso, solicitei duas pequenas paradas, nada masi do que dois minutos.. mas era preciso, era preciso respirar e sentar. jana aproveita a parada e consagra a terra com um xix rapido, as pessoas que estavam la em cima puderam ver seu banheiro escondido e a cena foi motivo pra algumas risadas!!!



ao chegar de novo no inicio procuramos um pequeno caminho que nos deixasse chegar ate o lago, mas como todo lugar ja intervido, tudo e proibido, nao podemos nos aproximar do lago, pq trata-se agora nao de uma lago mas de uma usina de producao de energia, existem grades e muros, que nao impedem ninguem realmente de passar, muito menos a mim que tenho prazer em conhcer o que esta ali, proibido! me aproximei da grade que me deixava ha dez metros do lado e suspirei profundamente a falta de companheira pra travessura, recuei e me sentei ao lado de jana e marta pra admirar o lago de longe!



a chuva entao consagrou sua ameaca, e veio nos molhar discretamente ate a hora do onibus passar de novo e voltarmos pra vila. ainda procuramos um abrigo que avia depois de uam grade, que eu e jana arriscamos conhecer, mas havia uma aranha um bocado grande que ja tinha descoberto antes, e tivemos que ficar debaixo de um aarvore reclamando:

"toi, tu es trop petit, nous sommes grandes, bien que tu pourrait rester un'autre place, non?"

"mas ca vas, nous sommes bien et la pluie elle n'etait trop fort"



o onuibus chegou e la vamos nos pagar o euro necessario pra voltar pra vila, o senhor motorista nao deve ter tido muita boas indicacoes de como conduzir une voiture, a velocidade nao coincidia com o tamanho minusculo da estrada, nem com o tamanho da van, o movimento dentro fez com todas nos ficassemos cansadas e enjooadas, o silencio dentro da van foi muito mais forte que fizemos na montanha.. ao chegar em aix apenas um beijo de tchau e cada uma segue pra sua casa, seu quarto, cansadas e com mal estar!!!



mas a montanha ainda me vera de novo, algumas vezes iamgino, pois em outubro tem uma promocao dos onibus que ninguem paga passagem, dos estudantes, e pra ir pra todo lugar de Aix sera bem facil! farei todas s trilhas e conhecerei o topo, pretendo, qualquer dia, ir sozinha, pra me ensurdecer do silencio que preenche toda aquela montanha! Quero conhecer a solidao dos ares, e o vento soprando segredos nos ouvidos!
e quero ver se sentir saudades no alto e como aqui, nessa vila, pequeno vale!









Nenhum comentário: